O setor das micro e pequenas empresas foi o menos atingido pela crise econômica mundial e sustentou grande parte da criação de postos de trabalho formais no ano passado, gerando 1,02 milhão de vagas, o que significa 91% do total de empregos criados no país. Os números que provam a força dos “fracotes” são da base de dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para efeito de comparação, no mesmo período, as médias e grandes empresas, somadas, criaram 28.279 menos postos de trabalho.
Os números nacionais refletem o momento de Juiz de Fora e região. A empresária Ana Paula Calixto tem uma confecção de roupas desde 2007 e, no ano passado, abriu uma loja no centro de Juiz de Fora, totalizando oito funcionários em seu empreendimento. “O ano de 2009 foi muito bom. Abrimos a loja em setembro e mais do que dobramos o número de funcionários. Agora, para 2010, já planejamos expandir ainda mais a empresa”, declara Calixto.
O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tem pensamento parecido com o de Alvim. Em entrevista à Agência Sebrae de Notícias (ASN), o ministro afirmou que o microcrédito avançou bastante no Brasil, mas ainda há muito para crescer. “Precisamos trabalhar mais na divulgação e na qualificação do microcrédito, justamente porque grande parte dos empreendedores não sabe como e nem onde acessar. E quando consegue obter o recurso, não sabe criar a boa utilização dele”.