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Micro e pequenas empresas seguem crescendo em 2010

Micro e pequenas empresas não deixaram o barco afundar: foram as que mais geraram empregos e as menos afetadas pela crise

05.02.10

Imagine a economia brasileira como uma pedra enorme. Para sustentá-la, em quem você apostaria? Em um halterofilista com mais de 100 kg de puro músculo ou em um sujeito magro que não chega a 70 kg? Cuidado. Às vezes a resposta pode não ser tão fácil. Se comparamos um halterofilista às grandes empresas do país e o sujeito magro às micro e pequenas empresas, podemos dizer que em 2009 o magricela foi quem ficou com o lado mais pesado da pedra. E em 2010 é possível que seu lado fique ainda mais pesado.

Loja da confecção de Ana Paula CalixtoO setor das micro e pequenas empresas foi o menos atingido pela crise econômica mundial e sustentou grande parte da criação de postos de trabalho formais no ano passado, gerando 1,02 milhão de vagas, o que significa 91% do total de empregos criados no país. Os números que provam a força dos “fracotes” são da base de dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para efeito de comparação, no mesmo período, as médias e grandes empresas, somadas, criaram 28.279 menos postos de trabalho.

Ana Paula Calixto e sua sócia, Kathleen SpinolaOs números nacionais refletem o momento de Juiz de Fora e região. A empresária Ana Paula Calixto tem uma confecção de roupas desde 2007 e, no ano passado, abriu uma loja no centro de Juiz de Fora, totalizando oito funcionários em seu empreendimento. “O ano de 2009 foi muito bom. Abrimos a loja em setembro e mais do que dobramos o número de funcionários. Agora, para 2010, já planejamos expandir ainda mais a empresa”, declara Calixto.

O analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae), Felipe Alvim, mostra que o caso de Ana Paula não é pontual. Alvim acredita que a tendência para esse ano é de um crescimento ainda maior. “A previsão é de que até o final de 2010, 100 mil novas empresas sejam abertas na Zona da Mata e região”.

Apesar de o número de empregos em Juiz de Fora não ter crescido como nos anos anteriores (2,8 mil em 2009 contra 5,3 mil em 2008), Alvim garante que para as micro e pequenas empresas, o cenário foi mais animador. “No ano passado, até pelo fato de a crise abalar alguns setores, as micro e pequenas empresas de Juiz de Fora e região foram destaque.

Para Alvim, até antigos vilões, como o crédito, estão alavancando os micro e pequenos empresários. “Depois da crise, com incentivo fiscal dado pelo governo de Minas, o crédito está atendendo muito bem as micro e pequenas empresas. Mesmo assim é necessário divulgar mais algumas formas de crédito como o Proger, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e os programas de apoio do BDMG e do BNDES, que ajudam a adquirir maquinário e incrementar o capital de giro”.

Carlos LupiO Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tem pensamento parecido com o de Alvim. Em entrevista à Agência Sebrae de Notícias (ASN), o ministro afirmou que o microcrédito avançou bastante no Brasil, mas ainda há muito para crescer. “Precisamos trabalhar mais na divulgação e na qualificação do microcrédito, justamente porque grande parte dos empreendedores não sabe como e nem onde acessar. E quando consegue obter o recurso, não sabe criar a boa utilização dele”.

Lupi elogiu também a as microempresas na geração de emprego e no andamento da crise financeira. “As microempresas foram fundamentais nesse período. O segmento não só manteve seus empregados, como também passou a procurar crédito devido à escassez de dinheiro. Fator esse, que contribuiu para o desempenho da economia interna”.

Cadê meu crédito?

Os números não mentem: o ano de 2009 foi ótimo para as micro e pequenas empresas e, com o cenário econômico atual, a tendência é de crescimento. Mas para essas novas empresas se firmarem no mercado, e as velhas continuarem firmes, é necessário o tão falado crédito. Mas como conseguir essa ajuda? O Ecaderno listou algumas alternativas que podem ajudar.

Banco Nacional do Desenvolvimento
Órgão do governo que financia projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços, para micro, pequenas e médias empresas.

Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais
Órgão do Governo de Minas Gerais apóia desde micro até grandes empreendimentos em todos os setores da economia.

Proger Urbano Empresarial do Banco do Brasil
Programa de crédito para ampliar ou modernizar empresas com faturamento bruto anual de até R$ 5 milhões

Proger Investimento da Caixa Econômica Federal
Linha de crédito instituída pelo Ministério do Trabalho que utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para micro ou pequenas empresas. O financiamento é de até R$ 400.000,00.


Fonte: Da Redação







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