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Juiz de Fora é uma cidade conservadora?

Saiba como é o mercado de Marketing na cidade

22.09.09

"Juiz de Fora é uma cidade conservadora!" Com certeza você já ouviu esta frase. Foi para verificar se as empresas de Juiz de Fora realmente são conservadoras, que a graduada em Publicidade e Propaganda pelo CES, Caroline Farinazzo, desenvolveu sua monografia de conclusão do curso.

Com o título de “O marketing de guerrilha e sua aceitação em Juiz de Fora”, Caroline chegou à conclusão de que o Marketing de Guerrilha ainda é pouco usado em cidades de médio e pequeno porte, ficando restrito às maiores cidades. A graduada aponta que em meio à globalização, a comunicação em massa e as tradicionais estratégias de Marketing e de Publicidade e Propaganda, já não possuem mais tanta eficácia em cidades do porte de Juiz de Fora.

É neste cenário que se faz necessário o uso do Marketing de Guerrilha. Este tipo de marketing foi criado inicialmente para ajudar pequenas e médias empresas Segundo Caroline, a maioria das agências de publicidade de JF não possuem um departamento de marketinga conquistarem seu espaço no mercado. Porém, grandes corporações já fazem uso de suas ferramentas, tamanha sua eficácia quando bem planejado e executado.

No entanto este recurso ainda não vem sendo muito utilizado em Juiz de Fora, apesar de que nos últimos anos, algumas empresas da cidade passaram a utilizar esse método.

Para saber algumas curiosidades sobre a pesquisa desenvolvida, como é o marketing praticado na cidade e algumas dicas para o profissional da área, o Ecaderno entrevistou a autora da monografia Caroline Farinazzo. Confira!


Ecaderno: Como surgiu a idéia de falar sobre Marketing de Guerrilha?

Caroline: Apesar de ingressar no Curso de Comunicação Social pela habilitação de Jornalismo, até o quinto período da faculdade a grade curricular apresentava algumas matérias em comum com o curso de Publicidade, inclusive, Marketing. Fui conhecendo o Marketing convencional aos poucos e acabei me identificando com o conteúdo.

Ecaderno: Porque você escolheu este tema?

Caroline: Percebi que em Juiz de Fora, o Marketing é abafado por "clichês" que muitas vezes funcionam como desculpa para o lento desenvolvimento dessas áreas. Cansei de ouvir que o empresariado local é conservador, que o dinheiro não circula em Juiz de Fora, que alguns profissionais são amadores, dentre outras coisas. Logo, me veio o problema: Por que o Marketing de Guerrilha, bem como suas ferramentas, ainda não é explorado pelas agências em Juiz de Fora? Dessa forma, decidi investigar se a não utilização de ações diferenciadas poderia implicar em uma "acomodação" das agências com os clientes, ou se realmente haveria algum tipo de rejeição do mercado.

Ecaderno: Qual foi sua hipótese para este trabalho de conclusão de curso?

Caroline: A hipótese principal era de que em nossa cidade, as práticas pouco convencionais são incomuns e vistas com preconceito, pelo fato de muitas agências se sustentarem via comissão. Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing. Então, estas, por sua vez, pouco conheceriam sobre esse tema e as demais formas de Comunicação que vêm surgindo no mercado.

Ecaderno: O Marketing de Guerrilha é utilizado na cidade?

Caroline: O Marketing de Guerrilha ainda não é muito utilizado na cidade, mas está conquistando seu espaço. Como as mídias tradicionais passam por um processo de saturação, a tendência natural é que novas formas de Comunicação sejam desenvolvidas e praticadas.

Ecaderno: Como você observa o Marketing praticado em Juiz de Fora?

Caroline: O Marketing convencional ainda é muito varejista. Pelo próprio perfil dos empresários locais, as práticas mais frequentes não são muito ousadas, a maioria prefere continuar com o básico. Em relação às agências de Publicidade e Propaganda, infelizmente constatei que a área de Marketing não é tão valorizada quanto deveria. Poucas possuem um departamento de Marketing convencional ou profissionais especializados nesse segmento. O conservadorismo local foi um dos fatores mais citados pelos profissionais entrevistados na pesquisa, como uma barreira para o desenvolvimento do Marketing em suas formas mais ousadas.

Ecaderno:
Ao escrever sua pesquisa, quais as informações obtidas que te chamaram mais atenção?

Caroline: Primeiro, o quadro de conservadorismo do empresariado local realmente existe, mas não pelo perfil tradicionalista dos clientes e sim, muito mais pela falta de coragem e preparo dos profissionais de Comunicação, Marketing e Publicidade e Propaganda em oferecer alternativas mais ousadas. Alguns mencionaram ter medo dos clientes, o que despertou muito minha atenção. Além disso, muitos ainda não sabem o que realmente é o Marketing de Guerrilha.

Ecaderno: O Marketing é uma boa área de trabalho na cidade?

Caroline: Sim, acredito sinceramente que é uma excelente área. Não penso que o mercado local está fechado para novas propostas. Somos uma cidade de médio porte, com diversas empresas que necessitam de desenvolvimento, ainda mais perante a crise atual. No dia a dia do meu trabalho, vejo o quanto é importante oferecer ações diferenciadas aos clientes.

Ecaderno: Quais as sugestões que você dá para o profissional de marketing na cidade?

Caroline: Atualize-se, sempre. Estude, pesquise e se informe. Se o profissional tiver conhecimento constante sobre a sua área e o mercado local, terá capacidade de fazer um bom planejamento e argumentar de forma segura com os clientes. O medo de ousar não pode acabar com a criatividade.


A monografia “O Marketing de Guerrilha e sua aceitação em Juiz de Fora” pode ser conferida pela Internet.
Outras informações sobre o estudo elaborado pela Caroline Farinazzo pelo e-mail lorahfarinazzo@ig.com.br


Fonte: da Redação






Comentários

Jorge Veloso - jveloso@terra.com.br
"Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing. Então, estas, por sua vez, pouco conheceriam sobre esse tema e as demais formas de Comunicação que vêm surgindo no mercado."

Achei um pouco pretensioso

Paula Quintão - pgquintao@gmail.com
Excelente trabalho de conclusão de curso desenvolvido pela Carolina Farinazzo. Vale a pena conferir!
Edson Caldas Jr. - edsoncaldasjr@gmail.com
Duas partes da entrevista me chamaram atenção e sem dúvidas concordo plenamente. Realmente acontece, mas assim como ele eu acredito sim que a guerrilha tenha seu espaço, e cada vez mais vem ganhando campo.

Essas são as partes da entrevista:
'' Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing ''

''A hipótese principal era de que em nossa cidade, as práticas pouco convencionais são incomuns e vistas com preconceito, pelo fato de muitas agências se sustentarem via comissão''

Parabens pelo trabalo. Ainda não conferi, mas vou conferir.

Edson Caldas Jr. - edsoncaldasjr@gmail.com
Correção do meu primeiro comentário>:

Duas partes da entrevista me chamaram atenção e sem dúvidas concordo plenamente. Realmente acontece, mas assim como ela eu acredito sim que a guerrilha tenha seu espaço, e cada vez mais vem ganhando campo.

Samuel Mendonça - samuka.mendonca@gmail.com
Juiz de Fora tem a fama de conservadora não só na comunicação, isso é conseqüência de muita história. Tem tudo para crescer, mas assim como qualquer outra o dinheiro está retido na mão de poucos. Porém acredito que o novo pessoal da comunicação está rompendo algumas barreiras que sustentam essa afirmação. Pode até ser conservadora, mas munida de gente criativa pra dar e vender.
Diogo Rezende Soares - diogo.rezende@gmail.com
Excelente trabalho, você está de parabéns. Gostaria de saber mais a respeito de sua pesquisa, se possível, marcarmos uma reunião de negócios. Lhe enviei um e-mail e aguardo seu contato assim que possível. At.

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