"Juiz de Fora é uma cidade conservadora!" Com certeza você já ouviu esta frase. Foi para verificar se as empresas de Juiz de Fora realmente são conservadoras, que a graduada em Publicidade e Propaganda pelo CES, Caroline Farinazzo, desenvolveu sua monografia de conclusão do curso.
Com o título de “O marketing de guerrilha e sua aceitação em Juiz de Fora”, Caroline chegou à conclusão de que o Marketing de Guerrilha ainda é pouco usado em cidades de médio e pequeno porte, ficando restrito às maiores cidades. A graduada aponta que em meio à globalização, a comunicação em massa e as tradicionais estratégias de Marketing e de Publicidade e Propaganda, já não possuem mais tanta eficácia em cidades do porte de Juiz de Fora.
É neste cenário que se faz necessário o uso do Marketing de Guerrilha. Este tipo de marketing foi criado inicialmente para ajudar pequenas e médias empresas a conquistarem seu espaço no mercado. Porém, grandes corporações já fazem uso de suas ferramentas, tamanha sua eficácia quando bem planejado e executado.
No entanto este recurso ainda não vem sendo muito utilizado em Juiz de Fora, apesar de que nos últimos anos, algumas empresas da cidade passaram a utilizar esse método.
Para saber algumas curiosidades sobre a pesquisa desenvolvida, como é o marketing praticado na cidade e algumas dicas para o profissional da área, o Ecaderno entrevistou a autora da monografia Caroline Farinazzo. Confira!
Ecaderno: Como surgiu a idéia de falar sobre Marketing de Guerrilha?
Caroline: Apesar de ingressar no Curso de Comunicação Social pela habilitação de Jornalismo, até o quinto período da faculdade a grade curricular apresentava algumas matérias em comum com o curso de Publicidade, inclusive, Marketing. Fui conhecendo o Marketing convencional aos poucos e acabei me identificando com o conteúdo.
Ecaderno:Porque você escolheu este tema?
Caroline: Percebi que em Juiz de Fora, o Marketing é abafado por "clichês" que muitas vezes funcionam como desculpa para o lento desenvolvimento dessas áreas. Cansei de ouvir que o empresariado local é conservador, que o dinheiro não circula em Juiz de Fora, que alguns profissionais são amadores, dentre outras coisas. Logo, me veio o problema: Por que o Marketing de Guerrilha, bem como suas ferramentas, ainda não é explorado pelas agências em Juiz de Fora? Dessa forma, decidi investigar se a não utilização de ações diferenciadas poderia implicar em uma "acomodação" das agências com os clientes, ou se realmente haveria algum tipo de rejeição do mercado.
Ecaderno:Qual foi sua hipótese para este trabalho de conclusão de curso?
Caroline: A hipótese principal era de que em nossa cidade, as práticas pouco convencionais são incomuns e vistas com preconceito, pelo fato de muitas agências se sustentarem via comissão. Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing. Então, estas, por sua vez, pouco conheceriam sobre esse tema e as demais formas de Comunicação que vêm surgindo no mercado.
Ecaderno: O Marketing de Guerrilha é utilizado na cidade?
Caroline: O Marketing de Guerrilha ainda não é muito utilizado na cidade, mas está conquistando seu espaço. Como as mídias tradicionais passam por um processo de saturação, a tendência natural é que novas formas de Comunicação sejam desenvolvidas e praticadas.
Ecaderno:Como você observa o Marketing praticado em Juiz de Fora?
Caroline: O Marketing convencional ainda é muito varejista. Pelo próprio perfil dos empresários locais, as práticas mais frequentes não são muito ousadas, a maioria prefere continuar com o básico. Em relação às agências de Publicidade e Propaganda, infelizmente constatei que a área de Marketing não é tão valorizada quanto deveria. Poucas possuem um departamento de Marketing convencional ou profissionais especializados nesse segmento. O conservadorismo local foi um dos fatores mais citados pelos profissionais entrevistados na pesquisa, como uma barreira para o desenvolvimento do Marketing em suas formas mais ousadas. Ecaderno:Ao escrever sua pesquisa, quais as informações obtidas que te chamaram mais atenção?
Caroline: Primeiro, o quadro de conservadorismo do empresariado local realmente existe, mas não pelo perfil tradicionalista dos clientes e sim, muito mais pela falta de coragem e preparo dos profissionais de Comunicação, Marketing e Publicidade e Propaganda em oferecer alternativas mais ousadas. Alguns mencionaram ter medo dos clientes, o que despertou muito minha atenção. Além disso, muitos ainda não sabem o que realmente é o Marketing de Guerrilha.
Ecaderno:O Marketing é uma boa área de trabalho na cidade?
Caroline: Sim, acredito sinceramente que é uma excelente área. Não penso que o mercado local está fechado para novas propostas. Somos uma cidade de médio porte, com diversas empresas que necessitam de desenvolvimento, ainda mais perante a crise atual. No dia a dia do meu trabalho, vejo o quanto é importante oferecer ações diferenciadas aos clientes.
Ecaderno:Quais as sugestões que você dá para o profissional de marketing na cidade?
Caroline: Atualize-se, sempre. Estude, pesquise e se informe. Se o profissional tiver conhecimento constante sobre a sua área e o mercado local, terá capacidade de fazer um bom planejamento e argumentar de forma segura com os clientes. O medo de ousar não pode acabar com a criatividade.
Jorge Veloso - jveloso@terra.com.br "Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing. Então, estas, por sua vez, pouco conheceriam sobre esse tema e as demais formas de Comunicação que vêm surgindo no mercado."
Achei um pouco pretensioso Paula Quintão - pgquintao@gmail.com Excelente trabalho de conclusão de curso desenvolvido pela Carolina Farinazzo. Vale a pena conferir! Edson Caldas Jr. - edsoncaldasjr@gmail.com Duas partes da entrevista me chamaram atenção e sem dúvidas concordo plenamente. Realmente acontece, mas assim como ele eu acredito sim que a guerrilha tenha seu espaço, e cada vez mais vem ganhando campo.
Essas são as partes da entrevista:
'' Também era claro que muitas agências funcionavam com pessoas graduadas em Jornalismo e/ou outras áreas que não a Publicidade e Propaganda/Marketing ''
''A hipótese principal era de que em nossa cidade, as práticas pouco convencionais são incomuns e vistas com preconceito, pelo fato de muitas agências se sustentarem via comissão''
Parabens pelo trabalo. Ainda não conferi, mas vou conferir. Edson Caldas Jr. - edsoncaldasjr@gmail.com Correção do meu primeiro comentário>:
Duas partes da entrevista me chamaram atenção e sem dúvidas concordo plenamente. Realmente acontece, mas assim como ela eu acredito sim que a guerrilha tenha seu espaço, e cada vez mais vem ganhando campo. Samuel Mendonça - samuka.mendonca@gmail.com Juiz de Fora tem a fama de conservadora não só na comunicação, isso é conseqüência de muita história. Tem tudo para crescer, mas assim como qualquer outra o dinheiro está retido na mão de poucos. Porém acredito que o novo pessoal da comunicação está rompendo algumas barreiras que sustentam essa afirmação. Pode até ser conservadora, mas munida de gente criativa pra dar e vender. Diogo Rezende Soares - diogo.rezende@gmail.com Excelente trabalho, você está de parabéns. Gostaria de saber mais a respeito de sua pesquisa, se possível, marcarmos uma reunião de negócios. Lhe enviei um e-mail e aguardo seu contato assim que possível. At.