Camila Ribeiro, aluna do terceiro período de Comunicação Social pela Unipac.
Cursos Profissionalizantes: Portas abertas para o futuro
Empresas dão preferência a profissionais de nível técnico
29.06.09
Em um país subdesenvolvido e ao mesmo tempo industrializado como o Brasil, a maioria da população é desprovida de recursos para concluir ou até mesmo de começar a fazer um curso superior.
As universidades públicas exigem preparação e dedicação dos vestibulandos ao prestarem os exames, algo que muitas vezes não sai barato. Enquanto os valores das mensalidades nas universidades privadas fogem do orçamento financeiro da maioria da população.
Quem cursa uma universidade particular, geralmente associa os estudos ao trabalho, e para manter os estudos é preciso ter um salário compatível ao valor das mensalidades. Para isto é necessário ter um bom emprego o qual exige uma boa qualificação profissional a nível técnico.
É nesta hora que os cursos técnicos profissionalizantes assumem seus papéis dentro dos centros educacionais brasileiros e no mercado de trabalho. Além do custo financeiro não ser caro, o aprendizado oferecido nas grades atendem perfeitamente as características profissionais exigidas pelo mercado de trabalho.
A maior parte da população levanta a hipótese de que os cursos técnicos estão oferecendo mais oportunidades de trabalho do que os cursos superiores.
Pelo menos nas áreas de produção de empresas metalúrgicas e siderúrgicas com Vale, Arcelor Mital, Votorantim entre outras, a preferência é de profissionais especializados em Tecnologia e Segurança do Trabalho, Montagem, Eletrônica, cursos de Metalurgia e Tecnologia Química. Em empresas automobilísticas, a preferência é voltada para profissionais especializados em Mecânica, Montagem, Pintura e Desenho, dependendo da especialização, este último também vale para construção civil.
Nas partes administrativas dentro das empresas, é indispensável à presença de profissionais na área administrativa, como Auxiliares Administrativos, Recursos Humanos, Secretariado, Técnicos em Informática e até mesmo técnicos em enfermagem e meio ambiente.
O setor agrícola também abre as portas para profissionais técnicos em Agronomia O governo brasileiro apóia estes cursos com a intenção de que as empresas possam se desenvolver e gerar empregos para a população. Desta forma aumentam as exportações e o PIB (Produto Interno Bruto). Com isso, o país se desenvolve junto com a população.
Os Cursos Técnicos podem ser públicos ou privados. Até mesmo uma cidade universitária como Juiz de Fora, possuí instituições de ensino com cursos voltados para as áreas citadas à cima. Muitos colégios tradicionais e até mesmo instituições universitárias oferecem estas opções de ensino, que de fato, atendem muito bem ao mercado de trabalho local.
Grande parte das pessoas que estão nas universidades, sejam elas públicas ou privadas, passaram antes por um curso técnico. Na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) a maioria dos alunos que cursam Engenharia, Sistemas de Informação e Turismo, passaram antes pelo CTU (Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia), o qual dispõe cursos profissionalizantes relacionados à estas áreas. Antes de começarem a cursar uma universidade particular, a maioria alunos passam por um curso técnico, para que possam adquirir um bom emprego e pagar as mensalidades de um curso a nível superior.
Em Juiz de Fora, a maioria das escolas em oferecem mensalidades com o valor em média de duzentos e quarenta reais, além dos descontos. E em cidades grandes como Rio de Janeiro, os cursos são oferecidos gratuitamente pelas redes públicas estaduais e municipais.
Na década de 90, quando as empresas ainda não eram privatizadas, elas ofereciam cursos voltados para áreas onde faltavam profissionais, além de bolsas e estágios, moldavam os alunos para trabalharem de acordo como sistema empresarial de cada empresa.
Atualmente, o governo incentiva a população a se ingressar nestes cursos. Desta forma todos saem ganhando, inclusive quem estuda, pois além de ter uma profissão, terá mais oportunidades de se ingressar no mercado de trabalho, e com isto, surgiram as oportunidades de ingresso ao ensino superior.
Comentários
Vágner Benatti Fernandes - vagnerbenatti@gmail.com Oi, Camila! Parabéns pelo seu trabalho. Sem dúvida, o "vício do bacharelismo" historicamente ataca o Brasil. Nossa cultura atribui ao "grau" um ar de grandeza e alimenta o sonho do brasileiro por uma vida profissional estável e responsabilidades reduzidas como acontece, por exemplo, nos cargos públicos. Não é porque o mercado de trabalho de profissionais liberais graduados está saturado que se deve repensar a formação. Mas, na busca pela escolha certa, deve-se considerar sem preconceitos os cursos técnico-profissionalizantes. Um abraço.