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Em 27 de novembro de 2012, às 11:39h (Atualizado em 28/11/2012, às 11:52h)

Redação em concursos públicos: você está preparado?

Manter-se atualizado, treinar a escrita e não fugir do tema são as principais dicas dos professores.

A rotina de estudo esquematizada por quem sonha com uma vaga no funcionalismo público deve incluir o conhecimento sobre os principais temas abordados diariamente pela mídia. Esta é a dica número 1 para garantir uma redação coerente nas provas de concurso público. O recurso está cada vez mais presente nos exames e, mais do que verificar o domínio da língua portuguesa, ele serve para analisar a capacidade do candidato em organizar ideias e defender um ponto de vista.

O professor de português, Robson Moraes, explica que o texto da redação é o dissertativo. Ou seja, ele se divide em tópico frasal ou tese, argumentação e desfecho. “A tática principal é observar que, normalmente, o tema da redação é uma consequência, logo, procure três causas que serão os fatores a serem argumentados”.

A professora de português, Juliana Coelho, destaca que treinar redação deve ser um exercício constante do concursando.Treinar a escrita é a melhor forma para desenvolver um bom texto na hora do processo seletivo. Através da prática, o candidato pode adquirir agilidade para construir a redação de forma tranquila dentro do tempo de prova. É o que garante a professora de português, Juliana Coelho. Ela aconselha que o concursando deve treinar fazendo redações com temas repercutidos nos noticiáriospara . “Atenção também a datas importantes do ano em que farão a prova: centenários de pessoas famosas, celebração de fatos históricos, mortes de pessoas renomadas em determinadas áreas, descobertas científicas proeminentes, etc.”, exemplifica Juliana.

O leque de conhecimentos para áreas específicas pode ser fonte de tema da redação. Juliana exemplifica: “uma pessoa que vá prestar concurso para disputar uma vaga de engenheiro ambiental deve dominar bem os conteúdos envolvidos na engenharia ambiental: matrizes energéticas, poluição ambiental, formações geológicas, climatologia, dentre vários”.

Outra dica é ficar atento às questões objetivas. Elas podem abordar conteúdos que se relacionam ao tema explorado na redação. A professora diz que, se isso acontecer, o candidato precisa saber selecionar as informações relevantes de que dispuser para poder utilizá-las, transformá-las em conhecimento, aplicar em seu discurso próprio e não copiar fragmento algum sob quaisquer hipóteses.

O que não fazer
O professor Robson alerta para uma dica trivial: o candidato nunca deve fugir do tema e demonstrar incoerência na abordagem dos assuntos. Verifique se seus argumentos e propostas estão de acordo com o que foi proposto. A atenção aos preceitos gramaticais também são indispensáveis e podem custar pontos preciosos.

Outros pequenos cuidados podem fazer a diferença na avaliação da qualidade da redação. Juliana orienta a não usar a primeira pessoa (nem a do plural). “Para quê dar a sua cara a tapa, se você pode dizer tudo aquilo que deseja utilizando a terceira pessoa do singular?”, argumenta.

O aluno também deve ter atenção para não escrever períodos muito longos e se perder no meio das ideias. Para Juliana, é melhor utilizar períodos mais simples, do que encher o texto de conectivos.

Os candidatos também devem evitar usar expressões consideradas “batidas”, cansativas, como “cada vez mais”. Juliana recomenda aos concursando a não cair em opiniões clichês, como “responsabilizar o governo por todos os problemas sociais ou ainda fazer conclusões utópicas ou inviáveis incitando a união de todos em prol do bem, com dizeres do tipo “para uma vida melhor” e ‘para uma sociedade mais justa e igualitária’”.

Não deve-se usar ainda gírias, palavrões, palavras com sentido figurativo (se existem palavras com sentido denotativo para expressar aquilo que se quer) ou quaisquer marcas de níveis de linguagem que fujam à norma padrão. “É só pensar na escrita jornalística dos principais veículos informacionais. É o tipo de linguagem que se observa nesses veículos de comunicação que será exigido na redação”.

Obedeça às determinações da prova

A apresentação do texto também inclui obediência ao espaço delimitado e grafia. Por isso, é importante respeitar margens e número de linhas disponível exibir escrita com letra legível, assim como determinar uma paragrafação equilibrada (não encher o texto de parágrafos, nem fazer tudo num único parágrafo).
“Produzir um texto muito curto é considerado não digno de atingir o objetivo proposto pela redação, muito longo (extrapolando o espaço fornecido) revelaincapacidade de adequação; o melhor é sempre produzir um texto que fique com, no mínimo, até dez linhas a menos do que o máximo permitido, ou seja, se há trinta linhas fornecidas, o menor tamanho que o texto deve ter é de vinte linhas, podendo, lógico, chegar até as trinta linhas”, finaliza Juliana.

Fonte: Da redação

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