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Em 10 de maio de 2011, às 17:59h

Português: o carro chefe dos concursos

Saiba tudo sobre a disciplina base de qualquer concurso. Os professores Décio Terror e Ignez Pereira dão dicas infalíveis para se dar bem em gramática e interpretação e redação.

 

 

Professor Décio Terror e professora Ignez Pereira falam sobre Português para Concursos
Professora Ignez Pereira e professor Décio Terror falam sobre Português para Concursos

Gramática, interpretação e redação aliados à memorização, muita leitura e ótima escrita. Isso parece ser tudo que os concurseiros desejam ter e saber quando o assunto é a disciplina de Língua Portuguesa. Mas será que basta?

 

O Português tem se tornado o carro chefe de vários concursos públicos e motivo de muita preocupação para os concurseiros. Segundo a professora da disciplina e dona do Curso Pergamus, Ignez Pereira, “essa é uma preocupação natural, tendo em vista que, normalmente, o peso da prova de português para concurso em geral é o dobro do de outras disciplinas, além de, em muitas situações, ser o critério de desempate, quando não, eliminatório”. Muitos estudantes encaram a disciplina como algo que não demanda preocupação, até serem reprovados. “Desse ponto em diante, ele entra em desespero e, em um mês, deseja apreender toda uma gama de conhecimentos que durante sua vida de falante não aprendeu”, ressalta Ignez.

O também professor de português e especialista na disciplina voltada para concursos públicos afirma que, “muitas vezes, os cargos têm exigido maior domínio da linguagem por ser o 'carro chefe' de um estabelecimento, tendo em vista que a comunicação e o relacionamento são importantes para um atendimento melhor ao cidadão e na proficiência numa empresa como Petrobras, Vale e tantas outras”.

Segundo Terror, no mundo dos concursos públicos, as provas possuem características mais aprofundadas e peculiares, bem diferentes do que nos acostumamos com vestibulares. Por isso a postura do candidato tem que ser bem diferente da forma como se estuda no ensino médio ou nas faculdades.

Afinal, o que mudou com a nova ortografia?

Para Ignez, a mudança foi mínima. “Para quem já dominava as regras de acentuação e ortografia de algumas palavras compostas (uso do hífen), certamente sentirá maior facilidade em estabelecer as diferenças e, por conseguinte, memorizar as novas regras”, afirma ela.

Já o professor Terror lembra que a nova ortografia ainda está em fase de transição, e por isso as bancas devem aceitar as duas regras: a nova e a antiga. No caso do concurso dos Correios, por exemplo, não está prevista a cobrança da reforma para o nível médio, apenas para o superior.

Interpretação de texto: Leitura e vocabulário

“Muita gente diz que interpretação de texto é algo muito subjetivo, pois depende muito de quem monta a prova. É o contrário.”- elucida o professor Terror - “digo sempre a meus alunos que um professor, ao montar uma questão, tem que provar por que a determinada alternativa é a correta, por isso ele tem que se basear nos dados escritos no texto. Essa é a única forma de evitar que a questão seja anulada por causa de um suposto recurso do candidato”.

Já Ignez acredita que o maior problema da interpretação é a falta de um vocabulário mais culto, mais elevado, o que leva à falta de entendimento do texto: “O candidato tem a tendência de retirar uma palavra ou expressão do texto e tentar traduzi-la fora do contexto, o que é um erro grave. Se não se sabe o valor semântico de um vocábulo, deve-se tentar trabalhá-lo dentro de um contexto para entender o todo e conseguir identificar seu significado à parte. Para isso, a preguiça pode ser um pecado capital, porque se deve voltar ao texto quantas vezes forem necessárias para que o entendimento seja inteiro”.

As bancas organizadoras de concursos públicos e militares

O professor Décio Terror costuma trabalhar suas aulas e exercícios para preparação em concursos públicos, utilizando metodologias que diferenciam as três bancas organizadoras de concursos mais utilizadas do país: o CESPE (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), a Fundação Carlos Chagas e a ESAF (Escola de Administração Fazendária).

Para ele, “Cada uma delas tem uma forma de cobrar a gramática e o texto”. Veja algumas peculiaridades descritas por ele:

  • O CESPE basicamente explora a gramática voltada ao texto. Entender bem o texto ajuda muito nas questões gramaticais.
  • A Fundação Carlos Chagas trabalha a interpretação em três tópicos básicos. Normalmente a primeira questão aborda a totalidade do texto (tema), outra questão aborda o conteúdo de cada parágrafo (chamamos de interpretação localizada) e em seguida cobra segmentos do texto de mesmo sentido (valor semântico). Ela aprofunda bastante (bem mais que as outras) no uso do verbo, concordância e regência.
  • Já a banca ESAF tem peculiaridades que divergem das outras. Muitas vezes, a interpretação se baseia na continuação do texto, por isso é muito importante entender os conectivos (conjunções) e seus valores semânticos. Os assuntos mais cobrados são: concordância, regência, crase, pontuação, interpretação de texto e ordenação de frases.

Na área dos concursos militares, Ignez explica que a diferença existe apenas quanto ao nível das questões:

“Na EsPCEx – Escola Preparatória de Cadetes do Exército - , por exemplo, que tem convênio com a Unicamp, por uns cinco anos vem trazendo questões bem elaboradas e em um nível bem superior ao que se cobra em concursos. Afora isso, como é de se esperar, AFA – Academia das Forças Aéreas -, IME – Instituto Militar de Engenharia – e ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica – têm caprichado em questões gramaticais. Todos os concursos militares exploram poucos textos interpretativos, a ênfase, realmente, é dada aos conhecimentos lingüísticos da Norma Gramatical Brasileira – NGB”, comenta a professora.

A temida Redação

Segundo Ignez, a produção textual é uma das formas mais inteligentes de se cobrar todo o conhecimento de língua portuguesa: interpretação (tema), poder de síntese, coerência e coesão, além de todo conhecimento gramatical. Hoje, o que se tem frisado mais, em tipologia textual, é a opinião do candidato quanto a fatos da atualidade, através de dissertações, argumentações, cartas reivindicatórias, editoriais, dentre outros. “Bom, o fato é que só se opina se se souber o assunto. É aí o Calcanhar de Aquiles dos candidatos. Muitos leem pouco e não conseguem opinar sobre o que desconhecem, portanto, o primeiro grande passo para o sucesso em uma produção textual é a leitura de revistas e jornais a fim de manter o conhecimento atualizado, além de interiorizar os arquétipos lingüísticos e estruturação de um bom texto”, afirma ela.

Outro grande problema no momento de redigir a redação, é a distribuição de ideias entre os parágrafos. “Costumam-se ter tempestades de ideias, mas não se sabe por onde começar e, na maioria das vezes, produzem-se textos praticamente disléxicos, ininteligíveis. Sendo assim, fazer um levantamento prévio do que se pretende escrever é essencial e, em seguida, montar um rascunho”. E Ignez aconselha ainda que um passo fundamental é a leitura do rascunho para possíveis correções e, só depois, passá-lo a limpo à caneta. “Na verdade - conclui ela - só se aprende a escrever, lendo e escrevendo”.

Fonte: Da redação

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